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Renda fixa também tem impacto?

O impacto positivo é uma característica que pode estar conectada a qualquer tipo de investimento

Renda fixa também tem impacto?

Quando falamos em investimento de impacto, é comum pensarmos primeiro em participações em empresas que desenvolvem soluções para desafios sociais ou ambientais.

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Mas o impacto não está necessariamente ligado a uma classe específica de ativo. Ele pode estar presente em diferentes tipos de investimentos e a renda fixa é um bom exemplo disso.

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Mais do que apenas títulos financeiros, investimentos em renda fixa privada representam uma forma de direcionar recursos para projetos, empresas e atividades da economia real. Em alguns casos, esse capital pode contribuir para expandir serviços essenciais, financiar infraestrutura ou viabilizar a construção de moradias para milhares de famílias. 

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É o caso, por exemplo, do CRI Origem, atual oportunidade disponível no Kria, cujos recursos estão ligados ao desenvolvimento de empreendimentos enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida.

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Na News de hoje, vamos explorar como a renda fixa também pode ser um instrumento de impacto e de que forma o mercado de capitais pode contribuir para ampliar o acesso à moradia no Brasil.

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Então prepare o café e venha com a gente.

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Impacto não é uma classe de ativo

Um investimento não gera impacto apenas porque é classificado como equity, renda fixa, fundo ou título estruturado.

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O que importa é o destino do recurso e a transformação atrelada a ele:

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Na renda fixa privada, o investidor financia uma empresa ou um projeto em troca de uma remuneração previamente definida. Quando a destinação dos recursos é clara, é possível entender não apenas a origem do retorno financeiro, mas também qual atividade está sendo apoiada.

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Pode ser uma obra de infraestrutura, uma operação de energia renovável, a expansão de um serviço essencial ou, como veremos hoje, a construção de moradias populares.

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Nesses casos, o impacto deixa de ser algo distante ou abstrato e passa a estar diretamente relacionado ao uso do capital investido.

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Quando uma necessidade se transforma em demanda real

O déficit habitacional é um dos grandes desafios sociais do Brasil e mostra quantas famílias ainda precisam de uma moradia adequada.

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Mas essa necessidade, por si só, não é suficiente para que um empreendimento aconteça. Para que novas moradias sejam construídas, é preciso combinar financiamento, subsídios, capacidade de pagamento das famílias, terrenos, mão de obra e capital para a execução das obras.

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É nesse contexto que programas como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV) desempenham um papel importante.

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Criado em 2009 e retomado em seu formato atual em 2023, o programa utiliza mecanismos como subsídios, taxas de juros reduzidas e recursos do FGTS para aproximar o custo da moradia da capacidade financeira das famílias.

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Em outras palavras, ele transforma uma necessidade social em demanda economicamente viável.

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A escala ajuda a dimensionar essa transformação: entre 2009 e 2020, foram contratadas aproximadamente 6,1 milhões de unidades habitacionais e entregues mais de 5,1 milhões. Desde a retomada do programa, em 2023, outras 2 milhões de moradias já haviam sido contratadas até janeiro de 2026.

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Hoje, o Minha Casa, Minha Vida ocupa um espaço relevante no mercado imobiliário brasileiro. No segundo trimestre de 2026, aproximadamente 58% dos lançamentos residenciais do país estavam enquadrados no programa.

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Ou seja: falar sobre o MCMV também é falar sobre a principal engrenagem de habitação no Brasil.

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Onde entra o mercado de capitais?

Construir milhões de unidades habitacionais exige capital em diferentes momentos do ciclo de cada empreendimento.

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É nesse ponto que instrumentos como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) podem atuar de forma complementar.

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Por meio de uma operação de CRI, recebíveis ligados ao setor imobiliário são transformados em títulos adquiridos por investidores. Os recursos captados ajudam a financiar etapas específicas dos projetos e contribuem para a continuidade das obras.

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Para o investidor, isso significa acesso a operações de renda fixa ligadas à economia real. Para as empresas, amplia-se o acesso a fontes de financiamento além do crédito bancário tradicional.

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Imagem dos empreendimentos Morada das Roseiras I e II, em Itapevi-SP, financiados parcialmente pelo CRI Itapevi, estruturado e distribuído pelo Kria e DPR Construtora

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CRI Origem: retorno financeiro ligado à construção de moradias

O CRI Origem é um exemplo de como renda fixa e impacto podem caminhar juntos.

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Estruturada pela DPR Construtora em parceria com o Kria, a operação está ligada ao desenvolvimento de cinco empreendimentos enquadrados no Minha Casa, Minha Vida, totalizando 1.382 unidades habitacionais e mais de 85 mil m² de área construída, distribuídos entre Itapevi, Sorocaba, Lorena, Vila Martina e Alto do Panorama.

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Além da conexão com a habitação popular, a operação possui características típicas de renda fixa privada, como:

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  • Juros prefixados de 1,6% ao mês, com pagamento mensal;
  • Isenção de IR para pessoa física;
  • Garantias reais e aval de pessoa física e jurídica;
  • Prazo máximo de 24 meses, com amortizações vinculadas à evolução das obras e repasses da Caixa;
  • Proteção adicional proporcionada pela classe subordinada.

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O histórico de operações anteriores não representa garantia de desempenho futuro, mas ajuda a ilustrar uma ideia importante: buscar previsibilidade e retorno financeiro na renda fixa não significa, necessariamente, abrir mão do impacto.

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Em alguns casos, o mesmo capital que remunera o investidor também contribui para construir moradias, movimentar a cadeia produtiva e ampliar o acesso de famílias brasileiras à casa própria.

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[Conheça os detalhes do CRI Origem]

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Obrigado por acompanhar mais uma edição da News do Kria.

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September 24, 2026

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